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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

DIETA DO DR. PIERRE DUKAN

Resolvi colocar pra voces esta dieta, pois meu irmao está fazendo e já perdeu 5 kg em seis dias. Segundo ele nao sentiu fome , já que a ingesta de carne tem a quantidade liberada

Essa é a dieta do médico francês Dr. Pierre Dukan. Se chama dieta Protal, das proteínas. Ele foi entrevistado no Mais Voce.
Veja abaixo como ela funciona.

DIETA DO DR. PIERRE DUKAN
Fase 1

Chamada de “dieta do ataque” varia de um a dez dias.
 A duração média é de cinco dias na dieta da fase 1, para perdas de peso situadas entre 10 e 20 quilos. 
Para perdas inferiores a 10 quilos, são recomendados três dias de dieta, e para perdas inferiores a 5 quilos, um dia é suficiente. 

Você terá direito a consumir oito categorias de alimentos, na quantidade que desejar, a qualquer hora do dia:
- Carnes magras: vitela, boi, grelhadas ou assadas e sem qualquer gordura
- Miúdos: fígado, rins, língua de vitela e a ponta da língua do boi
- Todos os peixes, gordurosos, magros, brancos ou não, crus ou cozidos
- Todos os frutos do mar (conchas e crustáceos)
- Carnes brancas, como aves (com exceção do ganso e do pato) e coelho
- Presuntos magros, peito de peru, embutidos light
- Ovos – máximo dois por dia
- Leite desnatado
- Iogurte 0% gordura – máximo dois por dia
- Água
- Refrigerante Zero

Fase 2
Denominada “período intermediário” ou “dieta da alternância”, conserva os alimentos permitidos na primeira fase e acrescenta verduras e legumes (menos batata, cenoura e beterraba).
Alternar cinco dias de proteínas puras e cinco dias de proteínas associadas aos vegetais é o revezamento considerado mais eficaz pelo autor
Outra opção é fazer um dia de cada, recomendado para quem está com sobrepeso moderado, inferior a 10 quilos, ou como um descanso após um ciclo de revezamento 5/5. Esta fase da dieta dura até a obtenção do peso desejado.

Fase 3
Chamada de “dieta da transição”, esta etapa é calculada em função do peso perdido: 10 dias para cada quilo que se foi. Exemplo: se você perdeu 20 quilos, deverá seguir esta dieta por 20 vezes 10 dias, ou seja, 200 dias. 
É permitido consumir à vontade proteínas e vegetais, sem a necessidade de alternância.

  Além disso, passam a integrar a dieta:
- Uma porção de fruta fresca por dia:
 são permitidas todas as frutas, com exceção da banana, da uva, das cerejas e das frutas secas (nozes, avelãs, amendoins, amêndoas, pistaches ou castanha-de-caju). 
Considere porção uma unidade para frutas de tamanho médio como maçã, pêra, laranja, pêssego ou nectarina. Para as frutas de tamanho menor ou maior, a porção padrão é uma taça de morangos, uma fatia de melão ou de mamão, uma fatia de melancia, dois kiwis, dois damascos, uma manga pequena ou metade de uma grande.

- Duas fatias de pão integral por dia: se quiser, pode espalhar um pouco de manteiga light.

- Uma porção de queijo por dia (40 gramas): são permitidos os queijos que passam por processo de cozimento, como o quejo prato, o masdam (queijo holandês), os queijos tipo gruyère e emental, o provolone, etc. Evite os fermentados como o gorgonzola, o camembert, o brie e os de cabra. Queijos brancos são liberados, desde que não contenham mais de 20% de gordura.
- Duas porções de féculas por semana, priorizando a seguinte ordem: pode ser massa (200 gramas); sêmola de cuscuz, polenta, cevada e grãos de trigo-sarracemo (200 gramas); lentilha, feijão, ervilha seca e grão-de-bico (150 gramas); arroz e batata (125 gramas).

- As demais carnes: até o momento estavam permitidas as partes magras do boi e da vitela. Agora também estão liberados o gigô (pernil de carneiro assado), lombo de porco assado e presunto uma ou duas vezes por semana, na quantidade que quiser.

Esta fase também dá direito a duas refeições semanais “de gala”, onde é possível consumir qualquer tipo de alimento, com duas condições: nunca repetir o prato e não fazer duas refeições deste tipo seguidas
Deixe ao menos uma refeição intercalar-se entre essas duas de gala. No entanto, por medida de segurança, é necessário eleger um dia da semana para fazer a dieta das proteínas puras, a mesma adotada na primeira fase.
Fase 4
Agora já é possível ter uma alimentação normal seis dias por semana, mantendo os bons hábtos adquiridos durante a dieta, mas seguindo um dia por semana a dieta de proteínas puras, de maneira regular e para o resto da vida.
Nesta etapa, também é preciso adotar o consumo diário de três colheres (sopa) de farelo de aveia, por toda a vida. O alimento é uma reserva concentrada de fibras solúveis, elemento natural indicado para pessoas que sofrem de constipação, obesidade, diabetes e colesterol alto.



sábado, 20 de outubro de 2012

Conheça sete alimentos termogênicos que te ajudam a emagrecer

Eles aumentam o gasto calórico de seu organismo e aceleram os resultados

Todas as atividades realizadas pelo corpo consomem energia, certo? Isso inclui o processo digestivo, que pode ser usado a seu favor para emagrecer quando o que está em questão são os alimentos termogênicos. Esses alimentos são capazes de aumentar o gasto calórico do organismo durante a digestão e o processo metabólico.

De acordo com a nutricionista Daniela Cyrulin, de São Paulo, quanto mais difícil for a digestão do alimento, maior será o seu poder termogênico. A nutricionista funcional Luciana Harfenist, do Rio de Janeiro, explica: "As substâncias termogênicas contidas em certos alimentos têm a capacidade de aumentar a temperatura corporal, acelerando o metabolismo e aumentando a queima de gordura. A termogênese é um processo regulado pelo sistema nervoso e interferências neste sistema podem ajudar no controle de emagrecimento e obesidade".

No entanto, sabe-se que não existem milagres quando o assunto é perder peso. Para que esses alimentos mostrem resultado, é necessário aliá-los à dieta regrada e exercícios físicos. Além disso, os termogênicos possuem algumas restrições. "Quem tem hipertireoidismo não deve ingeri-los, visto que o metabolismo já está muito elevado, o que aumenta o risco de perda de massa muscular", exemplifica Daniela. Luciana também lembra que crianças e gestantes, pessoas com cardiopatias, hipertensão, enxaqueca, úlcera e alergias não devem abusar desses alimentos, pois eles podem levar a aumento da pressão arterial, hipoglicemia, insônia, nervosismo e taquicardia.

Saiba quais são os principais alimentos termogênicos e aprenda a utilizá-los - mas sem esquecer de passar antes por uma avaliação nutricional.  
 
 
de 7
Pimenta vermelha - Getty Images
Pimenta vermelha: Esse tipo específico de pimenta é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Ela aumenta em até 20% a atividade metabólica se ingerida na quantidade de três gramas por dia, podendo ser adicionada em saladas e pratos quentes como tempero.
Chá verde - Getty Images Chá verde (Camellia sinensis): "Assim como a pimenta, esse chá favorece a utilização da gordura corporal como fonte de energia em função do estimulo metabólico", afirma a nutricionista funcional Luciana Harfenist. Para que o efeito aconteça, a nutricionista Daniela Cyrulin aconselha cinco xícaras de chá por dia durante três meses. Mas, cuidado: quem tem insônia não deve ingerir o chá verde na parte da tarde ou noite. 
Canela - Getty Images Canela: A nutricionista funcional Luciana Harfenist destaca que, além de aumentar o metabolismo basal, a canela possui alto teor de cálcio mineral, substância importante para o emagrecimento. Polvilhada por cima de frutas (aproximadamente uma colher de chá rasa), contribui com o emagrecimento e ainda torna a refeição deliciosa, como aconselha a nutricionista Daniela Cyrulin. 
Gengibre - Getty Images Gengibre: Essa raiz pode aumentar o gasto calórico em mais de 10%. "O gengibre pode ser consumido de diversas formas, cru, em marinadas para temperar carnes, aves e peixes, e ainda fica ótimo em molho de tomate, sopas de legumes e chá, quando misturado com outras ervas", sugere a nutricionista funcional Luciana Harfenist. A quantidade indicada pela nutricionista Daniela Cyrulin é de duas fatias pequenas.
Chá de hibisco - Getty Images Chá de hibisco: Esse chá, assim como os demais termogênicos, aumenta a temperatura corporal durante a digestão e, consequentemente, aumenta o metabolismo. Para que o efeito seja positivo, a nutricionista Daniela Cyrulin aconselha um litro por dia, sendo que, para um litro de água, deve-se usar uma colher de sopa da flor. 
Salmão é rico em Ômega 3 - Getty Images Alimentos com Ômega 3: A nutricionista funcional Luciana Harfenist explica que o omêga 3 é encontrado em peixes - como salmão e atum - e em oleaginosas. Ele aumenta o metabolismo basal, melhora a retenção de líquidos e facilita a comunicação entre as células do organismo. 
Água gelada - Getty Images Água gelada: Sim, até mesmo a água gelada pode te ajudar a emagrecer! Ao ingeri-la, seu organismo gasta energia para elevar a temperatura até a tida como adequada pelo corpo (algo entre 36º e 37ºC). No entanto, o efeito é muito leve. Para melhores resultados, ingira oito copos de água por dia, pois essa medida pode aumentar seu gasto calórico em até 200kcal, como afirma a nutricionista Daniela Cyrulin.

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Conheça sete motivos para consumir linhaça

A semente acelera a dieta, faz bem para o coração e até renova a pele 

De uns tempos para cá, a linhaça ganhou destaque nos cardápios, supermercados e pesquisas científicas. E não é à toa: a sementinha tem muitos benefícios a oferecer ao organismo. A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e renovador celular. "Ela é rica em fibras e gorduras boas, as insaturadas. Assim, o consumo desse alimento ajuda a melhorar a alimentação", explica a nutricionista do Dieta e Saúde, Roberta Stella. Porém, além de boa pedida para a dieta, a semente tem outros benefícios importantes. Confira abaixo: 

1. Ela ajuda a emagrecer

Para quem precisa perder uns quilinhos, a linhaça pode ser mais do que uma aliada, como descobriu um estudo recente realizado pela Unicamp. De acordo com os pesquisadores, os ácidos graxos insaturados, ou seja, ômegas-3, 6 e 9, são capazes de interromper ou até mesmo reverter um processo inflamatório do hipotálamo, causada pela ingestão das gorduras saturadas que consumimos juntas com fast food, carnes vermelhas e derivados do leite.

Mas, o que o hipotálamo tem a ver com a dieta? Na verdade, muita coisa, já que uma das funções dessa região do cérebro é responsável por sinalizar ao organismo o quanto de comida tem no seu organismo. Em outras palavras, o hipotálamo - que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino - controla o apetite. Quando a região está inflamada, parte dos neurônios morre, entre eles, os que estão ligados à sensação de saciedade, facilitando, portanto, o consumo de alimentos em excesso.

Dicas de consumo:

Os benefícios da linhaça se potencializam quando a semente é moída ou triturada, já que sua casca é resistente à ação do suco gástrico e não sofre digestão no trato gastrointestinal. Um modo fácil de quebrar as sementes é passá-las levemente em um liquidificador. Guardar em pote bem fechado, de preferência de vidro opaco, no refrigerador, e ao abrigo da luz por até três dias. Também pode ser utilizada no último cozimento do feijão ou sopa.

As sementes podem ser adicionadas a iogurtes, saladas, sucos, vitaminas e sopas. Para aproveitar todos os benefícios que a linhaça oferece, as sementes devem ser trituradas. Elas podem ser adicionadas em sucos ou vitaminas, por exemplo. "A farinha da linhaça pode ser usada em receitas de pães e massas, em geral para aumentar sua quantidade de fibra", explica a nutricionista Flávia Morais, do Mundo Verde.

É possível também substituir o óleo ou gordura de uma receita por óleo de linhaça. Outra substituição interessante é trocar 1 ovo por 3 colheres (sopa) de linhaça, para dar liga ou consistência. Use em panquecas, bolos e bolinhos. Colocar 3 colheres de sopa de semente de linhaça em ½ copo de água, deixar de molho por 4 horas e adicionar na receita em substituição ao ovo. Em geral, a ingestão recomendada de linhaça é de 3 colheres de sobremesa ao dia.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sete bons motivos para consumir óleo de coco

Ele reduz o colesterol, controla o diabetes e ajuda a emagrecer

Quatro colheres de sopa por dia. Essa é a quantia média recomendada para o consumo do óleo de coco, uma gordura saturada, mas de origem vegetal, que está fazendo a cabeça não só de quem está de dieta, mas até daqueles que precisam controlar problemas de saúde. "O produto 100% natural apresenta propriedades que favorecem a perda de peso, reduzem o colesterol ruim e até controlam os níveis de açúcar no sangue", aponta a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Espaço Nutrição, em São Paulo.

Vendido em lojas de produtos naturais e algumas farmácias, o óleo de coco apresenta duas versões. Uma delas em cápsulas, que devem ser ingeridas no horário do almoço ou do jantar. Já a versão em óleo pode ser adicionada no preparo dos alimentos, em pastas e patês para acompanhar torradinhas ou mesmo em vitaminas. Para entender como ele age no organismo e conhecer outras boas razões para consumi-lo, o Minha Vida conversou com nutricionistas e elaborou a lista que você confere a seguir.
Controla a compulsão por carboidratos
Além de todos esses benefícios, o óleo de coco certamente deve ser um alimento que não pode faltar na dieta de quem tem diabetes ou de quem não resiste a uma guloseima. "Assim como os alimentos ricos em fibras, ele ajuda a manter níveis estáveis de glicose no sangue e não estimula a liberação de insulina, o que diminui a compulsão por carboidratos", explica a especialista Cátia Medeiros. Ao contrário de outros óleos poli-insaturados, que dificultam a entrada de insulina e outros nutrientes dentro das células, o óleo de coco favorece essa entrada e, por isso, a taxa de açúcar no sangue fica normalizada.
Mulher recusando pratos de bolo - Foto Getty Images Promove a saciedade
Por ser uma gordura, o óleo de coco tem uma digestão diferenciada. "Ele permanece mais tempo no estômago do que um carboidrato, por exemplo, o que aumenta a sensação de saciedade", explica a nutricionista Cátia Medeiros. Com o apetite reduzido fica mais fácil segurar a vontade de petiscar o dia todo, hábito que pode sabotar a dieta e, consequentemente, o desejo de emagrecer.
Mulher abraçando a balança - Foto Getty Images Acelera o metabolismo
De acordo com a nutricionista Maria Fernanda Cortez, da clínica Nutri & Consult, em São Paulo, se consumido diariamente, o óleo de coco aumenta o gasto energético do organismo. "Ele estimula o funcionamento da glândula tireoide, que está diretamente ligada ao nosso metabolismo, o que aumenta a queima de calorias", explica. Assim, não adianta apostar em dietas radicais se essa glândula e, consequentemente, seu metabolismo não está funcionando adequadamente. O ponteiro da balança simplesmente não sairá do lugar.
Homem com dor de barriga - Foto Getty Images Melhora a prisão de ventre
Por ter rápida absorção e solubilidade, o óleo de coco também é amigo do intestino. "Seus componentes agem normalizando o trânsito intestinal", diz Cátia Medeiros. As ações benéficas para o intestino também valem no caso de o intestino solto, pois ele ajuda a eliminar bactérias perigosas e favorece o crescimento da flora intestinal saudável.
Homem com a mão no coração - Foto Getty Images Reduz o colesterol
O bom funcionamento da tireoide, favorecido pelo consumo de óleo de coco, também garante a redução do colesterol LDL (colesterol ruim) e a elevação do colesterol HDL (colesterol bom). "Isso ocorre porque essa glândula consegue metabolizar esse componente na formação de hormônios essenciais", explica a nutricionista Maria Fernanda. Com a normalização da taxa de colesterol sanguíneo há diminuição do risco de doenças cardiovasculares.
Família unida - Foto Getty Images Fortalece o sistema imunológico
Outro benefício do óleo de coco é o fortalecimento do sistema imunológico. "Ele age no combate e na prevenção contra o ataque de bactérias e fungos que ameaçam nossa saúde e ainda melhora a absorção de nutrientes, reforçando as defesas do organismo", explica Maria Fernanda. Isso ocorre devido ao ácido láurico, também presente no leite materno e que tem o poder de combater inúmeras infecções.
Mulher olhando rugas da testa - Foto Getty Images Combate o envelhecimento precoce
"O óleo de coco promove a diminuição de radicais livres presentes no organismo, responsáveis pelo envelhecimento celular", aponta a Maria Fernanda. Segundo ela, isso acontece graças a ação de componentes da vitamina E, presentes no óleo. Até certo nível, os radicais livres são benéficos para o corpo, mas o acúmulo pode causar não só o envelhecimento precoce, como também o desenvolvimento de um câncer em decorrência da oxidação de células saudáveis.

 

sábado, 13 de outubro de 2012

Onze superalimentos que você deveria consumir mais

 Lentilha - foto: Getty Images

lentilha

Eles são pouco populares, mas enchem o prato de vitaminas, minerais e proteínas

Eles não agradam tanto quanto o morango, nem deixam inimigos por aí, como o jiló. Por isso, na hora da montagem do prato ou da compra do mês, ficam esquecidos entre as prateleiras de frutas e legumes do supermercado. Rabanete? Nabo? Inhame? Os próprios nutricionistas, muitas vezes, esquecem que eles existem. Mas fique sabendo que alguns alimentos que ficam de fora do seu cardápio trivial, trazem muitos benefícios para a saúde e ajudam a compor uma dieta equilibrada. Quem perde com a ausência dessa turma e de seus nutrientes é a nossa saúde. Para tirá-los do esquecimento e para te ajudar a montar uma dieta rica em nutrientes e cores, o Minha Vida foi à feira selecionar 11 superalimentos que fazem muito bem para o seu organismo e para a dieta. Confira: 

Lentilhas

A lentilha é muito requisitada nas festas do final de ano. Mas, depois, passa o resto do ano esquecida. Uma injustiça, já que é um alimento ideal para a dieta a para a saúde, pois é rica em proteína vegetal, que ajuda na formação e no fortalecimento da massa muscular e na cicatrização de ferimentos. "A lentilha tem também alto teor de fibras, vitaminas e ferro e pouca gordura, sendo ótima substituta para o feijão do dia a dia, por exemplo", a nutricionista Roberta de Lucena Ferreti, da Unifesp. 

Batata doce - foto: Getty Images Batata doce

Muitas vezes elas são vistas com olhares tortos e cara feia. Alguns acham estranho o fato de ser doce e outros, ainda, acham que ela tem grande quantidade de calorias e por isso precisam ficar longe do prato. Mas, mesmo sendo cerca de duas vezes mais calórica do que a batata normal e que tenha também mais carboidratos, a batata doce é uma ótima fonte de vitamina C, fibras e potássio, diferente da batata convencional. Além de muito versátil - pode ser usada em pratos doces e salgados -, ela é amiga do verão, pois é fonte de betacaroteno, o componente que potencializa o bronzeado.  

Inhame - foto: Getty Images Inhame

Ele é uma importante fonte de proteínas, potássio e fósforo, podendo ser usado para prevenir doenças como osteoporose, artrite e cálculos renais. Fonte de carboidratos e fibras, pode ser uma opção para pães, massas, cereais e todos os tipos de tubérculos e raízes. Além disso, o consumo desses minerais ajuda a manter a memória funcionando mesmo depois da velhice. O melhor jeito de consumi-lo é cozido. Mas é importante que ele não fique muito tempo no fogo, para que não haja uma perda de nutrientes e vitaminas. 

Rabanete - foto: Getty Images Rabanete

Rosa por fora e branquinho por dentro, o rabanete é um legume benéfico graças às suas propriedades medicinais. Ele estimula as funções digestivas, limpa as vias respiratórias e ainda dá uma força ao sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Roberta de Lucena, isso acontece graças à grande quantidade de vitaminas e minerais, como cálcio, potássio, magnésio e fósforo. 

Nêspera - foto: Getty Images Nêspera

Popularmente chamada de ameixa-amarela, esta fruta é rica em vitamina C e sais minerais, como o cálcio e o fósforo. Outra propriedade da nêspera é controlar os níveis de gordura no sangue e diminuir a resistência à insulina, atuando assim na prevenção contra diabetes. "Estudos ainda indicam que a nêspera apresenta triterpenos, substâncias que modulam a formação de óxido nítrico, que age nas vias respiratórias e tem efeito que pode ser benéfico no controle de bronquite, além de auxiliar no tratamento de doenças alérgicas inflamatórias como asma, rinite e sinusite", explica Bárbara.  

Acelga - foto: Getty Images Acelga

Também conhecida como couve-chinesa, essa hortaliça é extremamente versátil, pois dela aproveita-se tanto talos quanto as folhas. Além disso, ela fica ótima crua e também refogada com azeite e alho. "Além de proteger o fígado, a acelga auxilia no controle do diabetes, pois apresenta fibras e possui substâncias que causam regeneração das células do pâncreas, que é o local onde há a produção de insulina", explica a nutricionista Bárbara Rescalli Sanches, da Clínica Damasceno.

Além disso, a acelga também é fonte de vitamina A e C. Quem tem tendência a desenvolver cálculos renais, precisa maneirar na quantidade consumida desse alimento. "Há grande quantidade de oxalato na acelga, substância que pode se ligar ao cálcio e formar pedra no rim", explica nutricionista.

Beterraba - foto: Getty Images Beterraba

Ela também está entre os rejeitados. Mas o que poucos sabem é que ela é uma grande aliada no combate ao cansaço. Pesquisadores da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha) descobriram que o nitrato encontrado nela ajuda a reduzir o consumo de oxigênio e, portanto, desacelera o ritmo do processo que leva ao cansaço. Por isso, eles recomendam um copo de suco de beterraba antes de praticar atividades. 

Nabo - foto: Getty Images Nabo

Este vegetal carrega doses de vitamina C, cálcio e potássio. "Estudos mostram que possui uma substância que pode prevenir certos tipos de câncer", explica a nutricionista Daniela Cyrulin. As folhas do nabo constituem um excelente alimento com alto teor de vitamina A, vitaminas do complexo B e de vitamina C. Além disso, suas fibras contribuem para regularizar o funcionamento intestinal, o que ajuda a digestão. 

Chicória - foto: Getty Images Chicória

Ela é rica em oligossacarídeos, substâncias que não são totalmente digeridas pelo organismo e servem de alimento para as bactérias benéficas intestinais, são os chamados prebióticos. "Esta substância auxilia no bom funcionamento intestinal, tratando casos de intestino preso, diminui os níveis de toxina no intestino, auxiliando na prevenção de cânceres", explica Bárbara Rescalli Sanches.

Também melhora a absorção de minerais e controla os níveis de triglicérides no sangue. Outra vantagem é a sua capacidade de desintoxicação, ou seja, auxilia na eliminação de toxinas no organismo. Além disso, constitui uma importante fonte de vitaminas A, B, C e D e de sais minerais. É de baixo valor calórico, sendo excelente para utilizar nas dietas de emagrecimentos. O melhor modo para ela ser consumida é crua, para melhor aproveitar o seu valor nutritivo. 

Pitangas - foto: Getty Images Pitanga

Essa pequena fruta vermelha se destaca pela quantidade de cálcio que carrega, fósforo e ferro, além de vitaminas A e C, indicando seu elevado poder antioxidante o que faz dela uma poderosa aliada para os ossos, ajudando a prevenir doenças como osteoporose. Segundo Bárbara Rescalli, ela também é rica em licopeno, importante na prevenção de uma série de cânceres, como o câncer de próstata, pulmão e estômago. Para consumir essa fruta, é preciso tomar cuidado com os fungos, que se reproduzem na casca da fruta. Observe se a casca não está com uma textura áspera ou com uma cor diferente. 

Cará - foto: Getty Images Cará

Esse tubérculo é o primo menos famoso da batata. Por ter o gosto muito parecido com o de um alimento tão popular, o cará foi deixado de lado, e poucas pessoas o colocam no prato. De acordo com Bárbara Rescalli, o cará é uma fonte de carboidratos que pode ser utilizado para a recuperação muscular após uma atividade física. Também traz benefícios para o sistema imunológico e inibe a ação maléfica de radicais livres. 

 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Carboidratos, muita energia para você

Não é por causa deles que você engorda, então nada de cortes no cardápio

Famosos pela energia que oferecem ao corpo, os carboidratos carregam consigo um outro carimbo e esse, nem tão positivo: normalmente, eles são apontados como os responsáveis pelas subidas do ponteiro da balança. Confie apenas na primeira parte da afirmação e repense a idéia de cortar os alimentos ricos em carboidratos do menu. O nutriente é, sem dúvida, a melhor fonte de energia para o nosso organismo e relacioná-lo ao aumento de peso é apenas um mito. Cada grama contém 4 calorias, mesmo número apresentado em um grama de proteína. (Mas afinal, o que são calorias? guia/calorias).

Os carboidratos devem ser predominantes na alimentação. A recomendação é que eles façam parte de 50 a 60% do valor calórico total do cardápio diário, seja para quem quer perder, manter ou ganhar peso , afirma a responsável pela equipe nutricional do Minha Vida, Roberta Stella. Em uma dieta de 1.400 kcal, por exemplo, a quantidade de carboidratos resultaria em aproximadamente 175 g. 
Arroz é uma das fontes do nutriente que oferece energia
Ao eliminar de vez o macronutriente da alimentação, sintomas como dor-de-cabeça, irritação, cansaço físico e mental podem aparecer. O segredo, além de ficar de olho na quantidade, é optar pelos diferentes tipos do nutriente, de acordo com seu objetivo.

Simples ou complexos?

Classificados em simples e complexos, os carboidratos desempenham papéis distintos no organismo. Os primeiros são encontrados nos doces, no leite e nas frutas, têm um teor maior de glicose e, por isso, são digeridos mais rápido. Isso quer dizer que, depois de se deliciar com algum alimento rico em carboidratos simples, você não demora a sentir fome novamente. As frutas, por também serem ricas em vitaminas, fibras e sais minerais, são as melhores opções para obter essa variação do nutriente.
Já os complexos garantem uma saciedade prolongada por terem digestão mais lenta. Encontrados nos cereais, arroz, pães e massas, eles são ainda mais eficientes quando obtidos pela versão integral, pois as fibras colaboram para que o estômago demore mais tempo para pedir comida. (Além de ser rica em fibras, a aveia esconde muitas outras vantagens).
E a classificação do nutriente não pára por aí. Os carboidratos simples e complexos se dividem em subgrupos, que levam nomes diferentes por causa da quebra que sofrem após o início do processo digestivo. Confira as características de cada um.  
 
Frutas são mais opções para encher o prato de disposição

Atente às armadilhas

A soma de calorias, porém, está longe de ser a única ferramenta para montar o cardápio adequado. A especialista do Minha Vida alerta que as calorias são apenas um item a ser considerado na elaboração de uma dieta. Também é preciso prestar atenção na quantidade de macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e de micronutrientes (vitaminas e sais minerais). Só somar as calorias não significa que a alimentação seja adequada .

Dissacarídeos
Dentro do grupo dos carboidratos simples, os dissacarídeos se dividem em sacarose, lactose e maltose.
A sacarose é o açúcar de mesa. Também é encontrada na cana-de-açúcar, na beterraba, no xarope de milho, nos legumes, nas frutas e no mel. Durante o processo digestivo, ela é convertida em glicose e galactose, denominadas como monossacarídeos (leia abaixo). O leite e seus derivados são fontes da lactose, que, na digestão, também dão origem à glicose e à galactose. A maltose não é encontrada na forma livre dos alimentos. Ela é obtida através da quebra de grandes moléculas de amido e, em seguida, reduzida a duas moléculas de glicose.

Monossacarídeo
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Também participantes do grupo dos carboidratos simples, os monossacarídeos são representados pela glicose, galactose e frutose.A glicose está presente em grande quantidade nas frutas, no xarope de milho, nos legumes e no mel. Trata-se de uma ótima fonte de energia, já que o sistema nervoso central, muitas vezes, conta apenas com ela para oferecer pique ao corpo. Enquanto a frutose desempenha um papel semelhante e é encontrada em abundância nas frutas. A galactose, por sua vez, surge a partir do processo digestivo da lactose, presente no leite e seus derivados.

Polissacarídeos

Representados pelo amido, pelo glicogênio e pelas fibras alimentares, eles são o time mais famoso dos carboidratos complexos.
O amido é obtido somente pela ingestão dos vegetais. Já o glicogênio não é adquirido por nenhum alimento. Eles são uma forma de estocagem natural de carboidratos, no fígado e nos músculos. Por não serem digeridas pelo organismo, as fibras somam muitas vantagens. Além de auxiliarem no regulamento do intestino, elas não contêm calorias. Conte com as frutas, legumes e verduras para obtê-las.

Oligossacarídeos
Outros participantes do grupo dos carboidratos complexos são os oligossacarídeos. Para recorrer a eles, coma aspargo, alcachofra, banana, trigo, soja e mel. Uma de suas representantes é a maltodextrina, obtida pela quebra dos amidos. A substância é conhecida pela capacidade de substituir o açúcar, somando o benefício de ser menos calórica (cada grama apresenta 1,5 caloria contra 4 da mesma quantidade de sacarose).

A maltodextrina também é famosa entre o pessoal que pega pesado na atividade física. Quando os exercícios são de longa duração (levam mais de 90 minutos), ela é recomendada em gel ou pó e é garantia de pique para os praticantes. A quantidade depende da intensidade e duração dos exercícios, mas o indicado é que a concentração da substância no líquido varie entre 5 a 8%. Para um atleta que ingere 750 ml de água a cada hora que se exercita, por exemplo, indica-se 30 g de maltodextrina. Mas somente um especialista em nutrição esportiva é capaz de fazer o cálculo para cada nível de atividade física
.
fonte http://www.minhavida.com.br/alimentacao/materias/10033-carboidratos-muita-energia-para-voce

 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

anis-estrelado



Alimentação equilibrada, com vitaminas e minerais, é uma das principais armas para reforçar o sistema imunológico. Sempre alguém indica: Faça ginastica; Coma frutos do mar; Tome mais iogurte e outros tipos de leite fermentado; Coma carne; capriche no alho e na cebola; beba chá...

MITO OU VERDADE

Cientistas norte-americanos descobriram que o chá pode ajudar a aumentar a capacidade do sistema imunológico, ajudando no combate de infecções bacteriológicas, por exemplo. E ultimamente tem se falado muito nos chá de anis estrelado.

O chá de Anis estrelado é indicado para: gripes, cólicas, nauseas, doenças da bexiga, gastrites, tosses, bronquite, calmante, expectorante, fluidificante das secreções brônquicas, anti-séptica, aromática, calmante, carminativo, digestivo, diurético, estimulante, estomáquico.... estimula o sistema imunológico.
PRINCIPIOS ATIVOS:

Muito rico em óleos essenciais, que são utilizados principalmente como aromatizantes. Este é constituído principalmente de anetol, felandreno, safrol, terpinol, 1,4 cineol. Esta planta é rica em ácido shikimico, um potente anti-viral.

O laboratório Roche possui a tecnologia para extração deste ácido do anis estrelado, e a partir desta substância isolada elobora o medicamento Tamiflu, um anti-viral potente que ficou muito famoso e teve um grande crescimento de vendas no período da "gripe aviária" e agora mais recentemente na "gripe suína".

A especiaria, originária da China e Japão, é usada na composição do antiviral Tamiflu (oseltamivir), apontado como um dos únicos medicamentos capazes de aliviar os sintomas da gripe suína ao impedir que o vírus se multiplique e invada outras células do organismo.

MEDICINA POPULAR

Na medicina popular a espécie é empregada há séculos para tratar problemas de falta de apetite, dispepsias, gastrites, espasmos gastrointestinais e problemas respiratórios, sendo que a atividade expectorante já foi comprovada científicamente. Bebês e mulheres grávidas devem consumir com cautela.



ANIS ESTRELADO

O “Anis Estrelado” nasce numa árvore da mesma família da Magnólia,que pode alcançar cinco metros de altura e é a partir do seu “fruto” acastanhado em forma de estrela que se produz o, até agora, mais potente fármaco capaz de travar a propagação da terrível estirpe do vírus da gripe aviária – H5N1. A Planta existia apenas em quatro províncias chinesas, mas a sua cultura generalizou – se no mundo ocidental quando chegou a Europa pela mão dos ingleses.

Conhecido por ter um efeito antisséptico, anti – inflamatório, calmante, digestivo e diurético, o “Anis Estrelado” foi utilizado durante milhares de anos na Ásia Ocidental como tempero para alguns pratos e mais tarde como tratamento medicinal, e em recentes pesquisas apontam como a nova arma contra a Gripe H1N1 (Gripe Suína).

BENEFÍCIOS DO CHÁ DE ANIS ESTRELADO

O chá de Anis estrelado é indicado para: gripes, cólicas, nauseas, doenças da bexiga, gastrites, enterites, gases, espasmos gastrintestinais, tosses, bronquite, calmante, expectorante, fluidificante das secreções brônquicas, anti-séptica, aromática, calmante, carminativo, digestivo, diurético, estimulante, estomáquico....


É sonífero, abre o apetite, acalma inflamações do estômago E além disso, tonifica o coração, é expectorante, anti-séptico, cura os soluços, elimina o mau hálito. Tomado em infusão (30 gramas de sementes para um litro de água) combate os gases, aumenta a secreção láctea da mulher e regula as funções menstruais.

O anis é uma planta digestiva e estimulante. Evita náuseas, enjoos e vômitos. Alivia cólicas, combate o reumatismo, é diurético, digestivo e estimulante. Usa-se contra dores nervosas, catarros, tosse crónica e digestões lentas.

As sementes, em infusão, abrem o apetite, eliminam gases e cólicas infantis e aumentam a secreção de leite nas mães grávidas. Melhora a memória e acalma a tosse.

ATENÇÃO***É muito comum o uso do CHÁ DE ANIS para cólicas intestinais de recém nascidos, mas deve-se tomar cuidado com os EXCESSOS, pois pode INTOXICAR.

ANIS ESTRELADO (Illicum Verum) (planta)

O anis estrelado é o fruto. É originário da China. Tem um sabor forte, picante e algo doce.



Outros nomes dados ao anis estrelado

O anis-estrelado é também conhecido como anis-da-China, anis-do-Japão, anis-da-Sibéria, funcho-da-China.

Em portugual: badiana, anis-estrelado;
Espanha: anis estreliado, anis de estrella, anis de China;
França: badiane, anis de la Chine;
Inglaterra: star anise, Chinese anis.

Existe uma grande confusão com o nome anis. No Brasil refere-se ao anis estrelado, só que no resto do mundo o termo “anis” ou “anis-verde” é empregado quando se refere à planta Pinpinella anisum, que aqui no Brasil é chamada de “erva-doce”.

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA

O anis-estrelado é uma árvore de pequenas flores amarelas; suas folhas são largas e de verde muito intenso, e o que mais caracteriza esta planta são seus frutos na forma de estrela, sendo que no interior de cada “ponta” existe uma semente.

Esta árvore parece com o pé de eucalipto, e pode produzir até 4.000 frutos por colheita. Possui coloração marrom e forte aroma característico, sendo muito mais forte que a erva-doce ou o funcho. É muito empregado pela indústria farmacêutica, de bebidas e perfumaria.

O nome de Illicium vem do radical latino illicere, que quer dizer “atrair e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. E foi dado este nome devido ao aroma forte e agradável que exala, realmente seduzindo as pessoas.

Sua origem é tida como chinesa. No século XIX Lord Cavendish foi o primeiro a conhecê-la na China, e foi a pessoa que o introduziu na Europa. A parte do vegetal que se utiliza são os frutos com suas sementes. Muito rico em óleos essenciais, são utilizados principalmente como aromatizantes.

O uso do anis-estrelado

Os maiores produtores de anis-estrelado são a China, a Jamaica e as Filipinas. Mas o uso é no mundo. No Vietnã é tempero de sopas à base de carne.Já os chineses empregam o anis-estrelado em preparações picantes de pato e carne de porco. Ou, ainda, para aromatizar o café e para realçar o sabor do chá.

No Ocidente, o uso mais comum é na aromatização de licores, como o Anisete (tipo de licor francês) e o Absinto. Para manter o sabor e o aroma do anis é preciso acondicioná-lo em recipientes hermeticamente
É muito parecida com as ações da “erva-doce”, sendo muito empregado como digestivo e principalmente como carminativo, ou seja facilita a eliminação de gases estomacais e intestinais, além de ser um excelente anti-espasmódico. Indicado na Malásia para dores de cabeça, isto pode nos levar a pensar que também possui uma ação no fígado, desintoxicando-o.

Alguns trabalhos científicos mostraram um efeito semelhante à penicilina. Possui ação diurética e promove a vitalidade.
Não temos muitas aplicações do anis estrelado em nossa cultura, mas pode-se preparar um delicioso chá que pode ser tomado tanto quente quanto gelado. Pode-se ferver leite com alguns frutos do anis e empregar este leite na produção de bolachas, pães ou outros produtos. Usa-se também para a produção de licores ou outras bebidas alcóolicas...

FONTE:
Plantas que Curam

sábado, 6 de outubro de 2012

Sete lanches para comer na ceia e dormir melhor

leite com mel - Foto: Getty Images 

Evitar fazer refeições exageradas e muito gordurosas antes de dormir é uma recomendação que todo mundo conhece para melhorar o sono. Entretanto, o bom sono não depende apenas de proibições - alguns alimentos, quando consumidos na última refeição do dia, podem ajudar o nosso corpo a relaxar e dormir melhor, além de fazer muito bem à saúde. Confira as recomendações dos especialistas e pare de revirar na cama durante a noite: 

Leite com mel
E você pensava que a sua mãe estava errada quando oferecia um copo de leite quente para você dormir melhor. Segundo o nutrólogo Andrea Bottoni, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, a temperatura morna do leite é reconfortante, ajudando o corpo a relaxar. Além disso, o alimento é fonte de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse em nosso corpo, preparando-o para o sono. "Já o mel é uma fonte de carboidrato simples, que também ajuda no sono, pois facilita a absorção do triptofano", diz o nutrólogo. Um copo de leite desnatado adoçado com uma colher de sopa de mel tem em média 150 calorias.  

três potes de iogurte com aveia ou granola - Foto: Getty Images Iogurte com aveia
Além de ser uma fonte rica em proteínas, cálcio, fibras e vitaminas do complexo B, que promovem um bom trânsito intestinal, ajudam na saciedade e melhoram os níveis de colesterol bom, a combinação de iogurte com aveia segue a mesma lógica do leite com mel - enquanto o primeiro é fonte rica em triptofano, o segundo é um carboidrato que vai ajudar na sua absorção. "Essa é uma combinação leve e nutritiva, que fornece uma sensação de bem estar", explica a nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba. Um copo de 140g de iogurte light sem açúcar acompanhado de três colheres de sopa de aveia tem aproximadamente 220 calorias. 

frutas secas - Foto: Getty Images Frutas secas
Para aqueles que não resistem a comer alguma coisa doce antes do dormir, as frutas secas podem ser a melhor opção. "Por serem desidratadas, elas possuem uma alta concentração de açúcar e fibras, que é justamente o que ajuda o corpo a relaxar e estimula o sono", diz a nutricionista Renata. O nutrólogo Andrea explica que os carboidratos ingeridos sozinhos já ajudam na absorção do triptofano e na produção de serotonina. No entanto, é preciso ficar atento às quantidades para não exagerar nas calorias: enquanto 100g de damasco fresco, por exemplo, têm apenas 54 calorias, 100g de damasco seco tem em média 130 calorias. "Para fazer a troca é necessário comer cinco unidades de damasco seco para cada 100g in natura", completa a nutricionista. 

oleaginosas - Foto: Getty Images Nozes e castanhas
As nozes e castanhas possuem gordura monoinsaturada, selênio e proteínas. "Elas equilibram os tipos de gorduras que dão saúde ao coração e melhoram os níveis sanguíneos de colesterol", diz Renata Fidelis. As oleaginosas também são ricas fontes de triptofano, por isso a recomendação de ingeri-las na ceia. "Uma porção de três nozes tem 80 calorias, enquanto três castanhas-do-pará possuem 60 calorias", completa a nutricionista. 

cacho de banana - Foto: Getty Images Banana
A banana é uma fonte riquíssima de triptofano e os carboidratos presentes na fruta por si só ajudam na absorção do aminoácido e na produção de serotonina. "Ela também é rica em potássio, vitaminas do complexo B e pectina, que ajudam no controle da pressão arterial, regulam o intestino e diminuem o colesterol alto", diz o nutrólogo Andrea. Por ser de fácil digestão, a fruta é uma boa pedida para a ceia, e uma unidade média tem cerca de 90 calorias. 

colher cheia de semente de gergelim - Foto: Getty Images Semente de gergelim
Fonte de triptofano, as sementes de gergelim podem ser consumidas acompanhando uma sopa ou então acrescentadas ao iogurte. "Ela acrescenta proteínas e gordura mono e poli-insaturada na dieta, blindando o coração contra doenças", explica a nutricionista Renata. No entanto, pise no freio com esse alimento se você está de dieta: cada 10g de gergelim tem 59 calorias. 

derivados da soja - Foto: Getty Images Derivados da soja
A soja é uma das maiores fontes de triptofano que podemos encontrar na dieta. "Ela também é rica em proteínas, cálcio e fibras, além de ajudar na redução do colesterol alto", afirma Renata Fidelis. Você pode ingerir a soja em formato de grão torrado, leite ou mesmo em patê, acompanhando uma torrada - que seria a fonte de carboidrato, ajudando na absorção do triptofano. Além disso, quem sofre de gases quando toma leite pode ingerir a soja sem medo - a lactase, substância de difícil digestão presente no leite, não se encontra na versão de soja.

fonte Por Carolina Gonçalves - http://www.minhavida.com.br

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Erva Baleeira, o antiinflamatório natural do Brasil


Planta usada pelos índios brasileiros há mais de 500 anos é base do medicamento ACHEFLAN com pesquisa e desenvolvimento 100% nacional

Tradicionalmente usada na medicina popular dos caiçaras brasileiros como cicatrizante e, principalmente, como antiinflamatório natural no tratamento de artrites, contusões, dor muscular, reumatismo, etc.. a Erva Baleeira – Cordia verbenacea – é uma planta arbustiva perene (cujas folhas não caem) que atinge até 3 metros de altura.

Erva baleeira, salicina, maria milagrosa, catinga preta, baleeira-cambará, camaradinha, caraminha, caramoneira do brejo ou, em inglês, black sage.

Como saber o porquê desses nomes ou quem primeiro teve a idéia de colocar esta erva numa garrafa com medidas iguais de água e álcool, deixar descansar por sete dias e depois esfregar a infusão em partes doloridas do corpo? “Ainda há muita sabedoria popular mascarada. Talvez os povos antigos tivessem um sentido mais apurado para as plantas aromáticas”, especulava o pesquisador Pedro Melillo de Magalhães, enquanto uma colheitadeira cortava os ramos de Cordia verbenaceae em parte dos 12 hectares cultivados no Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, próximo a Paulínia...

As principais características para identificação da Cordia são suas folhas de coloração verde escura com margens dentadas e flores brancas pequenas, dispostas em espigas laterais que dão origem a frutos pequenos, arredondados e de cor vermelho-escuro.

As folhas da Erva Baleeira, quando masseradas, exalam um cheiro forte e singular proveniente do seu óleo essêncial, que é a fonte da sua ação medicinal.

"Origem e história"

Nativa da Mata Atlântica brasileira, a Erva Baleeira é encontrada em quase todo o litoral, porém é mais comum no litoral-sul de São Paulo – região de Iguape – e no litoral de Santa Catarina.

Os nomes populares da Erva Baleeira são normalmente associados à sua ação medicinal ou mesmo ao forte cheiro do seu óleo essencial, dentre eles: Maria milagrosa, Catinga preta, Baleeira-cambará, Maria pretinha, Catinga de Barão, Catinga de Mulata e Salicilina.

O uso da Erva Baleeira remete aos índios originais da Mata Atlântica e foi incorporado pelos colonizadores que chegaram na região litorânea do Brasil.

Com o tempo, esses colonizadores perderam o ímpeto da conquista colonial e se instalaram na costa. A miscigenação desses portugueses com povos indígenas das regiões litorâneas de São Paulo (tupinambás) originou os caiçaras que conhecemos hoje.

Foram as raízes culturais e o conhecimento tradicional desses brasileiros que trouxeram para o presente o uso de preparos caseiros como pomadas e compressas com as folhas da Cordia para tratamento de males diversos.




"Fitoquímica e ação farmacológica"

Extração por arraste a vapor
Os ativos da Cordia verbenacia são obtidos pela extração do óleo essencial das folhas maduras através de arraste a vapor.

Fórmula Estrutural do alfa-humuleno
Dentre os compostos do óleo essencial, o principal é o alfa-humuleno, um poderoso antiinflamatório que atua bloqueando a enzima Ciclo-oxigenase 2 (responsável pela produção de prostaglandinas, substâncias responsáveis por inflamações e seus sintomas).

O mecanismo de ação do alfa-humuleno extraído da Cordia é o mesmo de antiinflamatórios e analgésicos produzidos pela indústria farmacêutica, como o diclofenaco, com a vantagem de não existirem efeitos colaterais relacionados ao uso tópico da Erva Baleeira relatados até o momento.

"Na Fitoterapia”
O uso fitoterápico da Cordia engloba casos como:
- artrite
- contusões, torções e fraturas
- dor muscular
- problemas na coluna
- ferimentos
- inflamações em geral
- reumatismo

Na fitocosmética..”
O uso da Erva Baleeira em Géis, Cremes e Óleos para massagem está diretamente relacionado a ação antiinflamatória e analgésica dos ativos presentes no seu óleo essencial. Essas propriedades medicinais são potencializadas quando aplicado na pele do corpo junto a movimentos de massagem.

Assim, a massagem feita com cosméticos naturais que contém Erva Baleeira apresenta como vantagens o alívio de dores (coluna, muscular, LER e outras) e inflamações corporais localizadas.




Acheflan
A Unicamp desenvolveu o primeiro antiinflamatório feito com base no extrato de uma planta nativa brasileira -em forma de creme. A erva-baleeira (Cordia verbenacea) - usada por pescadores no litoral das regiões Sul e Sudeste- é a matéria-prima do medicamento. Também é chamada de erva-da-praia e maria-milagrosa. O creme surgiu de uma pesquisa realizada pelo CPQBA (Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas) da universidade. O princípio ativo da planta foi descoberto em 2001 e se chama alfa-humuleno.

O creme com o nome comercial de Acheflan e é eficaz para casos de dores musculares. A erva é natural da mata atlântica e mais freqüente no litoral que vai de São Paulo a Santa Catarina.

O creme teve liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que classificou o produto na classe dos fitomedicamentos, que são fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas, sem a mistura de princípios ativos sintéticos. Segundo o coordenador da Divisão de Agrotecnologia do CPQBA, Pedro de Magalhães, são necessários 800 kg da erva para a obtenção de 1 litro de óleo essencial, que é o princípio do creme.

Foram plantados 12 hectares da erva no centro de pesquisas da Unicamp em Paulínia (SP), para garantir a extração de 120 litros anuais de óleo, suficientes para atender à produção durante esta fase de lançamento do produto. Os pesquisadores precisaram de oito anos de esforços para adaptar o vegetal às novas condições de plantio, adequadas à produção do medicamento. O equipamento utilizado na produção do óleo custou R$ 240 mil. O valor foi partilhado igualmente pela Unicamp e pelo Laboratório Aché --que comercializa o medicamento.

Foram sete anos de estudos, mais de R$ 15 milhões de investimentos em pesquisa, parcerias com importantes universidades nacionais e com pesquisadores de renome internacional até se chegar ao primeiro medicamento 100% nacional: o Acheflan® (alfa-humuleno), que chegará em junho às farmácias brasileiras na versão tópica, indicado para o tratamento de tendinite crônica e dores miofasciais (musculares). Para Eloi Bosio, presidente do Aché, “o lançamento do Acheflan® vai revolucionar o mercado farmacêutico nacional. As perspectivas são inúmeras, especialmente neste momento, quando pesquisadores do mundo todo buscam novas opções de antiinflamatórios. Quebramos um paradigma. Temos a patente internacional do medicamento e já fomos, inclusive, procurados por laboratórios internacionais”.

Os estudos clínicos realizados apontam que o alfa-humuleno é tão eficaz quanto o diclofenaco dietilamônico no tratamento de tendinite crônica e de dores miofasciais, com a vantagem de não causar reações adversas, como dores gástricas ou alergia local”, afirma José Roberto Lazzarini, diretor Médico do Aché.

De acordo com Waldir Eschberger, diretor Comercial do Aché, “brevemente teremos também as outras formulações do antiinflamatório: aerosol e comprimidos”. Extraído da Cordia verbenacea, planta encontrada na Mata Atlântica, e conhecida popularmente como erva-baleeira ou “maria-milagrosa”, a descoberta do Acheflan® é, no mínimo, inusitada. Victor Siaulys presidente do Conselho de Administração do Aché, se machucou durante uma partida de futebol rotineira na praia. Um caseiro da região ofereceu a ele uma garrafada da planta para aliviar a dor. Como os efeitos foram rápidos e positivos, Siaulys decidiu pesquisar melhor os efeitos terapêuticos da planta.

Os estudos para o desenvolvimento de Acheflan® levaram sete anos e foram conduzidos em parceria com quatro importantes universidades do País (Universidade Federal de Santa Catarina, Unifesp, PUC-Campinas e Unicamp). A pesquisa sofreu um grande avanço com a descoberta de que o alfa-humuleno era o princípio ativo responsável pela ação antiinflamatória, e não a artemitina.

Descobrimos isso na fase de testes em animais. A própria literatura informava erroneamente. Após esta descoberta, demos uma reviravolta em tudo o que havia sido feito até então”, conta João Batista Calixto, professor de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina. Por se tratar de um medicamento elaborado a partir de um extrato vegetal, a preocupação com a extração sustentável foi constante no desenvolvimento do Acheflan®.

Por este motivo, a matéria-prima para sua fabricação terá origem num centro de pesquisa da Unicamp, na região de Paulínia (SP), onde mudas de Cordia verbenacea foram cultivadas. Este cuidado visa também visa a qualidade e constância dos extratos utilizados no novo antiinflamatório, fator fundamental para sua eficácia.

A eficácia e segurança do Acheflan® (alfa-humuleno) foram comprovadas por estudos clínicos conduzidos pelo Departamento de Ortopedia da Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), Unicamp e pela Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, com a participação de cerca de 700 pacientes. A fase três analisou a eficácia do Acheflan® em comparação ao gold standard (medicamento padrão), no caso o diclofenaco dietilamônico, e teve o envolvimento de 340 pessoas, divididos em dois grupos, de acordo com as patologias: tendinite crônica e dor miofascial (muscular). Por um mês, os pacientes foram analisados em estudo randomizado, em que os medicamentos eram utilizados na versão tópica três vezes ao dia.

Os resultados mostraram que o Acheflan® é tão eficaz quanto o diclofenaco dietilamônico no tratamento da tendinite e da dor miofascial. Mesmo sem relevância estatística significativa, os dados obtidos também mostram uma melhor tolerância no grupo tratado com o alfa-humuleno, especialmente quanto analisada a ausência dos relatos de efeitos adversos, como complicações gastrointestinais e reações alérgicas locais. Já algumas pessoas tratadas com diclofenaco relataram a ocorrência de dores estomacais e reações dermatológicas locais – como alergia, vermelhidão e irritação.

Com os últimos acontecimentos envolvendo os inibidores da COX-2, estamos procurando novas opções de tratamento da dor e da inflamação. Os resultados dos estudos mostram que demos um importante passo com a aprovação do alfa-humuleno”, afirma o ortopedista Reynaldo Jesus Garcia Filho, Chefe do Setor de Ortopedia Oncológica da Unifesp e um dos médicos envolvidos no estudo.

A mesma opinião é compartilhada pelo reumatologista Rubens Bonfiglioli, professor assistente de Reumatologia da Faculdade de Medicina da PUC-Campinas. “Estamos ansiosos pelos resultados dos estudos do medicamento no tratamento de osteoartrite de mãos e joelho e trauma”, diz.

Os estudos com o Acheflan não páram por aí. Novos testes estão sendo conduzidos para o tratamento de osteoartrose e trauma de joelho e mão. Além disso, em breve, deverão ter início os estudos com as versões spray e oral, esta última aguardada com ansiedade pela classe médica.

A Phytomédica é a divisão de negócios do Aché voltada exclusivamente à pesquisa, desenvolvimento e comercialização de fitomedicamentos, medicamentos elaborados a partir de extratos padronizados de plantas e com eficácia e segurança reconhecidas pelos órgãos reguladores competentes. Com investimento anual de R$ 9 milhões para pesquisa e desenvolvimento, a Phytomédica já tem três produtos no mercado: Dinaton® (Ginkgo biloba), para problemas vasculares-cerebrais; Kamillosan® (camomila), para tratamento de dermatites, e Soyfemme® (isoflavonas da soja), destinado às mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa e que surgiu como opção para pacientes com contra-indicação ou que não desejam aderir à Terapia de Reposição Hormonal à base de estrogênio.

Sediado em Guarulhos, na Grande São Paulo, o Aché Laboratórios é a maior indústria farmacêutica nacional com 106 marcas de produtos éticos e OTC, e a primeira no ranking de geração de receituário por parte da classe médica. Possui cerca de 2.500 colaboradores e sua força de vendas é a maior do país, visitando mais de 140 mil médicos. Os produtos do Aché Laboratórios estão à venda em mais de 55 mil farmácias em todo o país.

Quem freqüenta a praia de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, nem imagina que entre os peladeiros de final de semana está um dos donos do Laboratório Aché, o empresário Victor Siaulys. É difícil imaginar também que foi em um desses “rachões” na areia que ele fez um dos gols mais importantes em sua trajetória profissional: descobriu o que viria a ser o antiinflamatório Acheflan, previsto para estrear no mercado em julho e tido pelo grupo como um potencial campeão de vendas.

Corria o ano de 1989 quando Siaulys, dono de uma lesão recorrente no joelho, ouviu de um companheiro de time que existia uma erva milagrosa capaz de curar qualquer contusão. Bastava lambuzar o local machucado com a pasta dessa planta, que a dor desapareceria rapidamente. "Era uma maravilha", conta, hoje, o dono do Aché.

Na segunda-feira, eu estava novinho em folha”. Pois Siaulys resolveu estudar a "maravilha". Aplicou R$ 100 milhões, firmou acordo com os departamentos de pesquisa da Unicamp, USP, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal do Rio de Janeiro, esperou 16 anos e, voilà, transformou a Cordia verbenacea (esse é o nome da planta) em pomada. Além de ter descoberto um remédio que poderá render faturamento anual de R$ 1 bilhão – o que na linguagem farmacêutica significa um produto "blockbuster"– Siaulys e sua empresa fizeram história.

O Acheflan é a primeira droga totalmente brasileira. Ou seja: foi desenvolvida desde a identificação da molécula na planta, passando pela descoberta do princípio ativo, até a criação do medicamento. “O trabalho deu tão certo que hoje temos doze remédios sendo pesquisados da mesma forma”, afirma Siaulys.

A descoberta de uma droga cuja base é uma planta e não uma molécula sintética coloca a empresa na rota dos fitomedicamentos, um mercado que movimenta US$ 21,7 bilhões no planeta. “É um mundo novo para as farmacêuticas brasileiras. As multinacionais do setor não sabem trabalhar com plantas. E nós temos problemas com os remédios sintéticos, pois não há uma produção de matéria-prima em larga escala por aqui”, explica Siaulys.

O Acheflan, contudo, é só uma gota no oceano de boas notícias da corporação, que tem boa parte de suas vendas de R$ 920 milhões ancoradas em remédios similares (os genéricos de marca). Uma das alternativas para financiar o crescimento na área de fitomedicamentos é lançar ações na bolsa de valores de São Paulo. Siaulys não definiu prazo nem formato da operação, mas não deverá fugir muito do tradicional. Em geral, os controladores fazem uma oferta pública de aumento de capital e diminuem, de forma igualitária, a participação de cada um na empresa.

O Aché tem tamanho, história e maturidade suficientes para lançar ações”, afirma Carlos Alberto Bifulco, consultor financeiro da BA Associados. “Mas se for ao mercado agora corre o risco de perder dinheiro”. Ele se refere à crise política do governo, que poderá mexer com o humor dos investidores e derrubar os papéis na Bovespa. “É melhor esperar um pouco mais”, sugere o consultor.

Enquanto aguarda dias melhores nos pregões, o laboratório reabre a temporada de compras no mercado e promete, em breve, adquirir um rival. Só não dá pistas sobre o nome do alvo, embora analistas do setor apostem todas as fichas na Biosintética como a mais provável presa do Aché.

Omilton Visconde Júnior, presidente da Biosintética, já havia revelado sua disposição em discutir associações com outras empresas. "Nossa ida à bolsa é uma forma de perpetuarmos a empresa e nos alinharmos ainda mais com as regras do BNDES, porque o banco tem nos dito que nós somos um agente consolidador da indústria farmacêutica no Brasil", conta Siaulys.

De fato, o BNDES elegeu os fármacos como uma das prioridades da política de desenvolvimento industrial no governo e o maior laboratório nacional tem tudo para capitanear esse movimento. A julgar pelas reformas que estão sendo feitas na única fábrica do grupo, em Guarulhos (SP), a aquisição é iminente.

A empresa vai gastar R$ 50 milhões para elevar a capacidade de produção das atuais 150 milhões para 250 milhões de unidades. "O processo deverá ser concluído no decorrer de 2007", conta Elói Bosio, presidente do Aché. Por que tanto esforço se o Aché só utiliza 70 milhões de unidades por ano? A ampliação, segundo os diretores, facilitará a incorporação de fábricas que vierem com as aquisições. A idéia é centralizar toda a produção em Guarulhos. E além das prováveis aquisições, a unidade terá que estar pronta para atender a demanda pelo Acheflan — que em 2008 será vendido também sob a forma de comprimidos. Há ainda o pedido de patentes na Europa e nos EUA. A erva de Mongaguá, quem diria, vai correr o mundo.

Depois de sete anos de estudos, investimentos de mais de R$ 15milhões e o estabelecimento de parcerias com universidades nacionais e pesquisadores de renome internacional, o Aché Laboratórios Farmacêuticos colocou no mercado em 2005 o primeiro medicamento com pesquisa e desenvolvimento inteiramente realizados no país. Batizada de Acheflan, a nova droga, um antiinflamatório à base de plantas indicado para o tratamento de tendinites crônicas e dores musculares, concretizou uma idéia que começou a ser perseguida há 20 anos por Victor Siaulys, um dos fundadores da companhia.

O empresário vislumbrou grandes possibilidades na pesquisa e desenvolvimento de medicamentos que aproveitassem a flora nacional, e hoje essa é uma diretriz da maior importância para o principal laboratório farmacêutica do país. "Os novos rumos da indústria farmacêutica serão o investimento na biotecnologia e na biodiversidade", aponta José Roberto Lazzarini, diretor médico-científico da companhia. O mercado parece mesmo promissor.

Os fitomedicamentos, feitos a partir do extrato padronizado de plantas, movimentam cerca de R$ 400 milhões por ano no Brasil e crescem a uma taxa de 15%, contra 4% dos remédios sintéticos. Seu custo de pesquisa é bem menor em comparação ao dos sintéticos, e o Brasil, na visão da empresa, tem tudo para se destacar nessa área. A começar pela maior biodiversidade do planeta - só de espécies vegetais catalogadas são 55 mil. No mundo, cerca de 39% dos produtos prescritos e industrializados são originários de plantas, e seu mercado é de quase US$ 22 bilhões.

Não foi à toa, portanto, que sete empresas internacionais procuraram o Aché com vistas a firmar parcerias em torno do Acheflan, e o medicamento começará a ser exportado. O Aché ~em a patente internacional do princípio ativo, o alfa-humulueno. Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento nos últimos anos deram ao laboratório posição de destaque no segmento de fitomedicamentos. Somente a divisão responsável por esses produtos conta com verba anual de R$ 11 milhões, e além do Acheflan já lançou seis remédios.

As drogas, à base de plantas como gingko biloba, camomila e soja, são indicadas para dermatites, depressão, ansiedade e distúrbios do sono, sintomas da pós-menopausa, problemas vasculares cerebrais e rinites alérgicas. Além desses, também foi desenvolvido o Acheflan na versão aerosol. A área de P&D é segmentada em duas divisões, uma para os fito medicamentos e sintéticos e outra para estudos de novas drogas elaboradas a partir de associação de moléculas e de toxinas de animais. Juntas, as duas divisões dispõem de um orçamento anual na casa de R$ 23 milhões.

Outros R$ 8 milhões são investidos em estudos de bioequivalência para genéricos. Sempre utilizando recursos próprios, o Aché começou recentemente a lançar mão de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econõmico e Social (Bndes) para a inovação, complementando o tripé empresa-governo-academia. A empresa mantém convênios com universidades e centros de pesquisa para a criação de novas drogas.

A pesquisa e o desenvolvimento do Acheflan, por sinal, foram resultado de um trabalho conjunto com instituições acadêmicas e envolveu pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (Cbqba) da Unicamp, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas. O Cbqba foi parceiro na domesticação do plantio da Cordía verbenácea, a matéria-prima do remédio, e na obtenção de seu óleo essencial.

Aos catarinenses couberam os estudos pré-clínicos, que garantiram a obtenção do princípio ativo. Além da rede brasileira, o Aché mantém parceria com a empresa argentina Biosidus para desenvolvimento de produtos com recursos da biotecnologia. Graças a toda essa movimentação na área de P&D, e por considerar a proteção intelectual como fator estratégico para os negócios, a empresa possui 90 patentes registradas e mais de 30 patentes de produtos em andamento.

A história do Aché teve início em 1922, quando o médico francês Philipe Aché, em parceria com o farmacêutico João Palma Travassos, fundou o laboratório em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A mudança para São Paulo só ocorreu em 1960, com a construção de uma fábrica modesta no bairro de Santana.

O laboratório começou a se expandir em 1966, quando foi adquirido pelos atuais proprietários: Dalmiro Dellape Baptista, Antônio Gilberto Depieri e Victor Siaulys. Naquela ocasião, considerado o ano zero da empresa, o parque fabril foi modernizado e a linha de produtos ampliada. Os medicamentos Aché começaram a ganhar mercado e certos produtos lançados naquela época, como o descongestionante nasal Sorine, se mantêm como líderes de seus segmentos. A inovação está nos genes dos fundadores do Aché", diz Lazzarini.

De fato, na segunda metade dos anos 80, um lance pioneiro foi o lançamento do remédio Neodecapeptyl, dotado da tecnologia inédita de microcápsulas. Pouco tempo depois, em 1988, a companhia uniu-se à Merck Sharp & Dohme em uma joínt-venture que resultou na constituição da binacional Prodome. Três anos mais tarde, o Aché adquiriu o controle de 42% da multinacional Schering-Plough. Em 1996 as embalagens de seus medicamentos foram adaptadas para impressão em braile, uma inovação em todo o mercado.

Em 2005 o laboratório anunciou a integração com a Biosintética Farmacêutica, tradicional indústria do setor, com 20 anos de atuação e faturamento de R$ 684 milhões. Assim como o Aché, a Biosintética é um dos laboratórios que mais investe em inovação no Brasil e é um dos líderes em remédios cardiovasculares. Com sua aquisição, o Aché passou a oferecer medicamentos para todas as vertentes terapêuticas e tornou-se o maior laboratório farmacêutico da América do Sul. A soma dos faturamentos do Aché e da Biosintética gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Com instalações projetadas pelo arquiteto Ruy Othake, o Aché conta com um parque industrial altamente automatizado.

Os sistemas de controle e produção são totalmente informatizados, o que garante a rastreabilidade dos insumos desde que entram na empresa até o momento em que o medicamento está pronto. Outro fator decisivo para o sucesso da empresa é a atuação de sua força de vendas, uma das maiores do segmento farmacêutico no país, presente em 65% dos municípios brasileiros. Ela é responsável pela venda de um portfólio composto por 105 marcas e 240 opções terapêuticas.




O Brasil possui uma flora extraordinária, sendo o país dono da biodiversidade mais elevada do mundo. Entretanto, tem hoje apenas um medicamento baseado na sua flora nativa. Isso representa a perda de geração de cerca de US$ 5 bilhões ao ano por não conseguir transformá-la em remédios.

O valor é a diferença entre o montante movimentado pelo pequeno mercado brasileiro de fitoterápicos e por mercados estrangeiros como o francês, o japonês e o alemão. Estes países estrangeiros têm uma biodiversidade muito menor que a brasileira, mas tiveram sucesso na transformação de moléculas de plantas em medicamentos. O mercado mundial de fitoterápicos envolve hoje cerca de US$ 44 bilhões, segundo a consultoria Analize and Realize, que atende algumas das maiores indústrias farmacêuticas do mundo.

O contrário ocorre no Brasil, já que até hoje, só um fitoterápico baseado na flora brasileira foi desenvolvido em território nacional. Trata-se do anti-inflamatório Acheflan, concorrente do Cataflam. Segundo a Associação Brasileira de Empresas do Setor Fitoterápico, não existem dados oficiais sobre o tamanho desse mercado no Brasil. As estimativas variam entre US$ 350 milhões e US$ 550 milhões.

Os pesquisadores acreditam que o país, por ser dono da maior biodiversidade do planeta, deveria ter um papel de liderança na área. E relatam dificuldades para acessar a flora do país devido às leis contra a biopirataria que acabam por burocratizar excessivamente os trabalhos.

Além do Acheflan, há mais de 420 fitoterápicos registrados na Anvisa, de 60 plantas diferentes. Apenas dez são de plantas nacionais – e os medicamentos não foram desenvolvidos em solo brasileiro.

A planta da qual foi elaborado o anti-inflamatório Acheflan, comercializado desde 2005 pelo Laboratório Aché, é a erva-baleeira (Cordia verbenacea), típica da mata atlântica. Ele é usado como pomada e acabou ultrapassando o Cataflam.

O Laboratório Aché, que é uma empresa brasileira, ficou com a patente do princípio ativo e os cientistas receberam pelo serviço. Todo o trabalho foi feito em sigilo, sem publicação das conclusões parciais em revistas científicas...


FONTE MULTIVEGETAL
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